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A igreja que queremos

As marcas da igreja que queremos

Adaptado do sermão de Hernandes Dias Lopes

A igreja de Jerusalém tornou-se uma referência em todo o mundo e para todos os tempos. Em Atos 2:1-47 encontramos algumas marcas dessa igreja, dignas de serem imitadas:

1. Era uma igreja comprometida com a verdade – v. 42 – A igreja de Jerusalém nasceu sob a égide das Escrituras. A doutrina dos apóstolos representa a ortodoxia que deve nortear o conteúdo da nossa fé. A igreja não pode estar à mercê de doutrinas de homens, mas deve estar fundamentada na eterna e infalível palavra de Deus. A igreja não pode andar às escuras. Ela sabe com segurança para onde vai. Ela anda na luz da verdade.

2. Era uma igreja marcada pela profunda união entre os irmãos – v. 1, 42 – Uma igreja jamais poderá atrair as pessoas se não houver comunhão entre os seus membros. O amor é a evidência do verdadeiro discípulo de Jesus. O amor é uma poderosa ferramenta evangelística. Os crentes estavam juntos. Eles partilhavam a vida e os bens. Eles cuidavam uns dos outros. A igreja era um lugar de aceitação e cura. Era uma comunidade terapêutica.

3. Era uma igreja simpática aos olhos da sociedade – v. 47 – A igreja de Jerusalém desfrutava de uma boa reputação na cidade. Os crentes davam um testemunho irrepreensível. Eles uma referência para os não crentes. Quando as pessoas chegavam na igreja, elas eram acolhidas com alegria e profunda simpatia. A igreja precisa ser uma comunidade de amor. A graça de Deus não nos isola das pessoas, mas torna-nos pessoas mais acolhedoras e simpáticas.

4. Era uma igreja que transbordava alegria e felicidade – v. 46,47 – A igreja celebrava as coisas comuns da vida, como as refeições diárias, com grande alegria (v 46). Os crentes traziam nos lábios sorriso em vez de murmuração. Eles enfrentavam as dificuldades não com queixumes, mas com confiança em Deus e solidariedade fraternal (v. 45). O culto da igreja era uma festa. Eles louvavam a Deus no templo diariamente (v. 46,47). A vida de Deus transbordava na vida igreja.

5. Era uma igreja que tinha fome de Deus – v. 42 – A igreja de Jerusalém não apenas acreditava na oração, ela orava. Ela não apenas tinha uma correta teologia acerca da oração, ela orava. Ela não apenas entendia que oração precisava ocupar a primazia da agenda da igreja, ela praticava o que cria. A igreja antes de falar poderosamente aos homens precisa falar com Deus. Não podemos prevalecer com os homens antes de prevalecermos com Deus.

6. Era uma igreja cheia do Espírito Santo – v. 4,38 – Todos aqueles que crêem têm o Espírito Santo, mas nem todos estão cheios do Espírito Santo.
Todos os que crêem são batizados pelo Espírito no corpo de Cristo, mas nem todos estão revestidos com o poder do Espírito para testemunhar.
Não basta ser habitado pelo Espírito, precisamos ser cheios do Espírito. Não basta ter o Espírito presente, precisamos ter o Espírito presidente.

7. Era uma igreja que crescia diariamente – v. 47 – Enquanto a igreja crescia em graça e piedade, Deus a fazia crescer em número. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja planta e rega, Deus dá o crescimento. Quando a igreja vive o que prega e testemunha no poder do Espírito, Deus a faz crescer. Que estas marcas possam ser buscadas ansiosamente pela nossa igreja.

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