Hoje foi um dia de imersão profunda. Entre o evento da JusIA no YouTube e as aulas do Prof. Leandro Zerbinatti, de "Fundamentos de Inteligência Artificial" na Pós-Graduação de Planejamento Patrimonial e Sucessório na Universidade Mackenzie, consolidei uma convicção: a I.A. não é apenas uma nova ferramenta tecnológica, mas uma mudança de paradigma na forma como produzimos conhecimento e tomamos decisões.
No entanto, essa mudança traz um risco invisível para muitos.
O advogado que se limitar a usar a I.A. para consultas rápidas ou modelos prontos — tratando-a como um "advogado-chefe" — acabará sendo uma ferramenta da própria máquina. O perigo real não é a substituição, mas o erro na construção da tese jurídica por falta de capacidade crítica na análise dos dados, gerando prejuízo aos seus clientes.
Tudo isso sem contar o risco ético na utilização da máquina causando discriminação ou violação da intimidade, dentre tantos outros, por exemplo.
A I.A. opera em lógica matemática; o Direito opera em lógica humana, ética e contextual. Sem explicabilidade e auditoria, o profissional pode ser levado ao erro por alucinações jurídicas ou vieses algorítmicos.
O divisor de águas está na Avaliação Híbrida:
- A Máquina: Entrega volume, processamento e velocidade.
- O Humano: Entrega curadoria, empatia, reflexão filosófica e a construção argumentativa que nenhuma linha de código consegue replicar.
A diferenciação no mercado será clara: de um lado, os profissionais orientados pelas máquinas. Do outro, os advogados que orientam as máquinas, auditando a informação e garantindo que a tecnologia sirva à justiça, e não o contrário. ⚖️🤖
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